sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Norma Soely: Ontem fez um ano da tragédia de Nova Friburgo e recebi este lindo mapa com a equipe que trabalhou lá.



Assunto: AOS AMIGOS

Amigos,

Hoje quando acordei olhei pela janela, um sol tímido tentava abrir caminho em meio às nuvens ainda cinzentas, iluminando as montanhas rasgadas pela tragédia de um ano atrás. Lembrando daquele dia, me senti feliz por ainda estar ali, triste pelos que partiram em circunstâncias trágicas,  e desacreditada no que vai ser feito por nossa cidade.
Hoje as atenções se voltam para outros lugares, próximos ou distantes, que passam pelo que passamos há um ano atrás. Mesmo estardalhaço, mídia, governo, todos penalizados e consternados com o sofrimento, todos querendo ajudar, apoiar, mas ajudar e apoiar a quem?
Hoje passado um ano, andamos pela nossa Friburgo e constatamos que nada ou quase nada foi feito, tudo está do mesmo jeito que a natureza deixou, talvez aguardando uma próxima tragédia, quem sabe, para que possamos chamar atenção mais uma vez sobre nossa cidade.
Hoje está marcado um Ato na praça principal, onde provavelmente teremos 50 ou 60 pessoas, tentando mostrar sua indignação...e onde estão os outros? Conformados, acomodados, desinteressados, desesperançados? Não sei.
Hoje me lembrei de tudo o que passamos, direta ou indiretamente, e do que ficou de bom de tudo isso: a presença de pessoas que para cá vieram, sem saber o que encontrariam,  que participaram de nosso trabalho com garra,  tentando  amenizar um pouco a tristeza de muitos, com alegria, mostrando que não vieram para passear, mas para lutar, ouvir, ajudar, semear algo de bom, e que aqui deixaram sua amizade eterna.
Aos colegas e hoje amigos que lutaram com a gente e por nossa cidade, agradeço de coração. Tenham certeza de que não nos esquecemos de vocês.  

Um beijo da amiga

Regina

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

o jornalista e especialista em transporte urbano, Daniel Santini, autor do blog Outras Vias, um texto sobre as manifestações contra aumento das passagens de ônibus

Sob protestos, ônibus aumenta em cidades importantes

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Teresina, onde ocorrem protestos entre estudantes e a polícia militar por conta do aumento no preço das passagens de ônibus, não é o único local em que está mais caro usar o transporte público. Moradores de outras cidades importantes do país também estão passando pelo mesmo – e tendo que engolir até uma certa dose de ironia por parte dos governantes, como no Rio de Janeiro, em que o prefeito afirmou que o aumento do ônibus deve ser encarado tão normalmente quanto a virada do ano.
Pedi para o jornalista e especialista em transporte urbano, Daniel Santini, autor do blog Outras Vias, um texto sobre o assunto, que segue abaixo:
Como acontece todo ano, boa parte dos prefeitos brasileiros aproveitaram as férias escolares e o período de recesso, em que as cidades estão mais vazias, para anunciar aumentos nas tarifas do transporte público. Quando esse texto foi escrito, a última atualização da tabela da Associação Nacional de Transportes Públicos com os valores cobrados nos principais municípios do país era de outubro de 2011 e ainda não retratava os aumentos efetivados. Levantamento baseado em jornais regionais, porém, permite perceber mudanças em todo o país. Houve aumento em Campina Grande (PB)Catanduva (SP)João Pessoa (PB)Joinville (SC)Vitória (ES)Ribeirão Pires (SP)Teresina (PI) e Uberaba (MG). Fala-se em “reajuste” emSão José do Rio Preto (SP) e Curitiba (PR). Na região metropolitana de São Paulo, Taboão da Serra e Guarulhos o preço da passagem chegou a R$ 3, o mesmo que vem sendo cobrado no município de São Paulo desde 5 de janeiro de 2011. São Paulo, aliás, passou o ano passado inteiro com a cidade com a tarifa de ônibus mais cara do Brasil. No município do Rio de Janeiro, a tarifa passou de R$ 2,50 para R$ 2,75 e o prefeito Eduardo Paes (PMDB) anunciou aumentos futuros todo ano, defendendo que eles devem ser encarados como algo tão natural quanto o reveillon, mesmo com reclamações dos moradores.
Houve protestos e reclamações em praticamente todas as cidades, conforme é possível ler nos relatos acima, mas, em pelo menos duas delas, Teresina (PI) e Vitória (ES), a mobilização foi tão intensa que o custo político e o desgaste público podem fazer com que as autoridades revejam os aumentos – ou pensem bastante antes de propor novas mudanças. Na capital do Piauí, há mais de uma semana as principais avenidas da cidade têm sido fechadas por protestos. Na tentativa de controlar a indignação, a Polícia Militar tentou de todas as formas dispersar os manifestantes, sem sucesso. Mesmo com o uso de balas de borracha, bombas de gás, spray de pimenta e a Tropa de Choque, a situação saiu de controle. Em meio à repressão, manifestantes chegaram a incendiar ônibus. Na confusão, jornalistas relatam que têm tido o trabalho censurado e o fotógrafo Cícero Portela, de O Dia, conta que teve um cartão de memória levado por policiais após retratar imagens da repressão. Em Vitória também houve confusão e um ônibus foi incendiado.
Contexto
As redes sociais (#contraoaumento) ajudaram na troca de informações e na mobilização; mesmo com as cidades mais vazias os manifestantes, muitos deles estudantes, conseguiram organizar mobilizações e pressionar o poder público. A dimensão da revolta e o sucesso da mobilização contra o aumento não se limitam a troca de mensagens pela internet; ela tem um contexto e pode ser mais bem compreendida com base em dados de pesquisas divulgadas em 2011, que indicam uma desigualdade que se agrava ano após ano.
Nos centros urbanos, quem opta por (ou pode) andar de carro é uma minoria (leia o estudo daConfederação Nacional das Indústrias e o do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Apesar de congestionarem as ruas, poluírem o ar e causarem considerável impacto ambiental no meio urbano, são os motoristas que costumam ser mais beneficiados pelas políticas municipais e estaduais de transportes. As prefeituras e governos seguem priorizando investimentos na melhoria da infraestrutura para a minoria que utiliza transporte privado individual, seja apostando na construção de novos túneis e viadutos, seja investindo na ampliação de avenidas que já existem (aumentando a impermeabilização das cidades e agravando o problema das enchentes, registre-se), enquanto a maior parte da população utiliza outras meios para se locomover e sofre cada vez mais com isso. A falta de investimentos no transporte público resulta não só na precarização das linhas, como também, no aumento do custo para os usuários. É neste contexto em que os protestos acontecem. No Piauí, além do aumento, houve ainda uma tentativa de integração mal planejada, que incendiou ainda mais a situação.
Não foi só no plano municipal, porém, que o ano começou mal. No plano federal, apesar de ser um avanço importante a promulgação da Lei 12.587, que institui as diretrizes da Política da Mobilidade Urbana, dois vetos de última hora diminuíram a chance de saírem novas políticas públicas de incentivos fiscais para redução do preço das tarifas, conforme destacado no site tarifazero.org. A presidente Dilma Rousseff (PT) sancionou a lei, mas barrou os artigos que previam essa possibilidade.
Para entender melhor o valor das tarifas no transporte, leia: Ex-secretário de transportes defende tarifa zero
Colaborou a jornalista Gisele Brito. 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

#contraOaumentoTHE Marcelo Freixo vai acionar Secretaria Nacional de Direitos Humanos sobre prisão dos manifestantes em Teresina

Marcelo Freixo vai acionar Secretaria Nacional de Direitos Humanos sobre prisão dos manifestantes

Deputado do RJ achou um absurdo prisão e vai pedir providências
atualizado em 11/01/2012 12:34
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Deputado Marcelo Freixo
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O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ) vai acionar a Secretaria Nacional de Direitos Humanos para intervir na cobrança do pagamento de R$ 6 mil de fiança para libertar os manifestantes presos ontem (10) durante o confronto com a Polícia Militar, na Avenida Frei Serafim.
A afirmação foi postada agora há pouco no Twitter do deputado. "vou (sic) entrar em contato com a secretaria nacional de direitos humanos, isso é um absurdo. O governo federal tem que agir", disse o parlamentar do RJ em seu perfil no microblog.
Marcelo Freixo foi comunicado do fato pelo estudante de jornalismo Caio Bruno, através do próprio Twitter. Bruno disse que os manifestantes estão sendo acusados de formação de quadrilha e encaminhados para penitenciárias.
Marcelo Freixo ficou conhecido nacionalmente após deixar o Brasil no dia 1º de novembro por conta das ameaças que vinha sofrendo da milícia do Rio de Janeiro. Ele retornou ao país no dia 16 de novembro, após sua segurança ter sido reforçada.

Deputado Marcelo Freixo (Foto: lucianagenro.com.br)


Fonte: Portalodia.com

#THEcontraOaumento Lista dos Presos Políticos em Teresina-PI

Manifestantes ainda detidos:
Maria Helena Beatriz (Filha de Lourdes Melo)
Francisco Sá Batista (ex-marido de Lourdes Melo)
Maria do Socorro Santana de Sousa
Kevin Nogueira Fontes
Aluísio Sousa
Antônio Wilson Junior
Igor Galvão
Indieli de Sousa Pires
REPÓRTER: Ellyo Teixeira - Direto da Central de Flagrantes
Fonte: portal 180graus.com