segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Domésticas não ficam mais de um mês sem trabalho, diz dono de agência



Salários acima de R$ 2.000, carteira assinada, seguro-saúde, FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), férias e jornadas de trabalho de oito horas.
Essa é a nova realidade das empregadas domésticas de São Paulo e do Rio de Janeiro para aquelas famílias em que a patroa tem hora para sair, mas jamais para chegar.
Segundo Jô Giaquinto, dona de uma agência de colocação de domésticos em São Paulo, uma candidata a babá com experiência e boas referências não demora mais de um mês para encontrar uma recolocação na cidade.
"Se puder dormir, arruma em menos tempo ainda."
Aqueles cuja vida não funciona sem alguém responsável para cuidar das crianças e da casa passam a valorizar mais um profissional que já foi abundante no país, mas que começa a escassear e que ainda tem leis trabalhistas atrasadas em relação aos demais trabalhadores.

VALORIZAÇÃO
No Brasil, empregado doméstico precisa ter registro em carteira e recolhimento previdenciário pelo INSS (Instituto Nacional da Seguridade Social), mas não tem direito a FGTS, a seguro-desemprego (restrito a quem recolhe FGTS) e a jornada de trabalho estabelecida.
O recolhimento do FGTS na porcentagem de 8% do salário é opcional, de acordo com a boa vontade do empregador, mas está ficando cada vez mais frequente nas regiões em que o profissional é mais escasso.
O fundo acumula uma poupança que chega a um salário por ano trabalhado.
No caso de demissão sem justa causa, ainda soma uma multa de 40% do saldo paga pelo empregador, além do direito ao auxílio-desemprego.
Segundo a Caixa Econômica Federal, pouco mais de 4% dos empregadores domésticos com registro em carteira recolhem o FGTS.
Dados do IBGE mostram que havia no país 6,7 milhões de trabalhadores domésticos em 2011, mas só 2 milhões tinham registro em carteira.
No Congresso, há uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) e cinco projetos de lei para estender aos trabalhadores domésticos os mesmos direitos garantidos há décadas aos demais profissionais, como o FGTS e o seguro-desemprego.


Fonte: Editoria de arte/Folhapress

Em 2010 o Grupo Alternativo de Teatro-GAT, estreou o espetáculo "Deu a louca na Doméstica".







segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Número de prefeitas eleitas é recorde no Brasil


MARCELO SOARES
DE SÃO PAULO


O balanço das eleições nas cidades que já elegeram seus novos prefeitos mostra que em 621 delas, mulheres vão comandar a prefeitura a partir do ano que vem. Elas representam 11,37% dos 5.463 prefeitos já eleitos no Brasil até as 23h de ontem --um recorde histórico.


Neste ano, as mulheres têm mais força no interior do que nas capitais. Entre as nove capitais que já decidiram sua eleição, apenas uma será governada por uma mulher: Boa Vista (RR), com a peemedebista Teresa Jucá. No segundo turno, entre as capitais, apenas a senadora Vanessa Grazziotin (PC do B) concorre em Manaus.


Em 1995, a lei eleitoral definiu que os partidos deveriam apresentar no mínimo 20% de candidatas do sexo feminino. Na primeira eleição após a determinação, as mulheres ganharam 3,4% das prefeituras. A cada nova eleição desde então, elas foram galgando mais dois pontos percentuais dos eleitos até chegar ao número atual.
DIVISÃO


A maior parte das mulheres eleitas é do PMDB (122), e em seguida vêm PSDB (95), PT (67), PSD (56), PSB (51) e PP (44).


Na divisão por Estado neste ano, o maior número de mulheres prefeitas está em Minas Gerais: são 71, que governarão 8% das 847 cidades mineiras que já decidiram seu resultado.


Proporcionalmente, elas são mais fortes na Paraíba, onde 2 em cada 10 prefeitos eleitos são do sexo feminino: há 45 mulheres entre os 221 prefeitos já eleitos no Estado. No outro extremo, está o Rio Grande do Sul, onde apenas 7% dos 495 já eleitos são do sexo feminino.